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Artigo
Publicado em 1/12/2013 por Eunice Sousa

A espécie é a unidade taxonómica base do sistema de classificação dos seres vivos utilizado atualmente. A definição de espécie é pouco consensual mas baseia-se principalmente nas semelhanças estruturais, morfológicas ou funcionais entre os organismos, resultantes da partilha de informação genética.

Essa partilha de informação é, no entanto, limitada aos indivíduos da mesma espécie através de vários mecanismos que limitam o cruzamento entre indivíduos ou a produção de descendência fértil. Isto significa que os indivíduos apenas são capazes de se reproduzirem com sucesso com outros da mesma espécie e não com indivíduos de espécies diferentes. Daí que uma das definições para o termo espécie proposta por Theodosius Dobzhansky e Ernst Mayr se baseie precisamente nesta característica: "espécies são grupos de populações naturais que têm a possibilidade de se cruzarem entre si, e que estão reprodutivamente isolados de outros grupos". No entanto, a multidimensionalidade do conceito de espécie ainda não permitiu chegar a uma definição que englobe todas as variáveis associadas às espécies e que seja consensual entre a comunidade científica.

A nomenclatura binominal desenvolvida por Lineu é ainda hoje utilizada para denominar todos os seres vivos conhecidos. Assim, de acordo com esta nomenclatura, o nome da espécie é constituído por duas palavras correspondentes ao nome do género, por exemplo, Rosa e um restritivo específico que, tal como o nome indica, especifica qual a espécie dentro deste género a que nos estamos a referir, por exemplo chinensis. Deste modo, o nome da espécie seria Rosa chinensis.

O nome científico escreve-se sempre em itálico (em manuscrito utiliza-se o sublinhado) sendo que o nome do género se escreve com letra maiúscula e o restritivo específico com letra minúscula. As vantagens da nomenclatura binominal são várias mas todas elas se baseiam no facto de esta nomenclatura possibilitar a estabilidade do nome das espécies ao logo do tempo, assim como permitir o seu uso generalizado, e, com isso, rentabilizar a descrição de um espécime sem risco de ambiguidade.

Para determinar a espécie de indivíduos do mesmo género recorrem-se às mais variadas características dos seres vivos sendo que as diferenças entre eles serão cada vez mais subtis.

O nome científico, apesar de ser universal, poucas vezes é utilizado pela maioria das pessoas. De facto, uma grande parte das espécies tem um nome comum, nome que as populações lhes foram atribuindo de acordo com a sua cultura e, esse sim, é diferente de local para local. Por exemplo, a espécie Hyla arborea é geralmente conhecida por Rela-comum em Portugal. É este o seu nome comum. No Brasil, por exemplo, a mesma espécie é conhecida por Perereca.

Imagem: Flick/Henry McLin

 

 

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