Content
  • PT
  • ENG
© Fraunhofer
Artigo
Publicado em 30/10/2014 por Isabel Pereira

Paulo de Melo, do Instituto Superior Técnico, propõe um novo sistema de estimulação elétrica para a reabilitação motora e Ricardo Eleutério, da Universidade Nova de Lisboa, quer criar um sistema de identificação e potencial localização de células cancerígenas. Ambos ganharam um prémio, esta quarta-feira, no Fraunhofer Portugal Challenge 2014.

A concurso estavam ideias baseadas em teses de mestrado e doutoramento de 12 instituições de ensino superior de todo país, que contemplassem uma vertente prática, orientada para o mercado. 

“Todos os projetos eram muito interessantes. Particularmente nos vencedores, é de destacar o facto de estarem muito próximos do que a sociedade necessita”, afirma, em declarações ao Ciência 2.0, João Ferreira, membro do júri e docente de Inovação e Empreendedorismo Tecnológico na Faculdade Engenharia da Universidade do Porto.

O vencedor da categoria de doutoramento, Paulo de Melo, desenvolveu um dispositivo médico para ajudar pessoas que perderam a mobilidade, nomeadamente, “doentes que tiveram um AVC e ficaram com um patologia chamada 'pé pendente', que as impossibilita de andar normalmente devido a uma paralisia”, explica o investigador. Trata-se de uma ortótese que encaixa no pé, envolvendo-o, e estimula, através de elétrodos, a sua movimentação. “A maior inovação tecnológica prende-se com a arquitetura do sistema ‘inteligente’ que desenvolvemos, a nível da estimulação em si e da compreensão de como uma parte do corpo reage a essa estimulação”. A ideia valeu, ao seu criador, um prémio monetário de três mil euros.

Método não invasivo para detetar metastases do cancro da mama

Ricardo Eleutério criou um método que utiliza imagiologia por microondas para detetar metastases do cancro da mama na axila. “Em cerca de 80% dos casos de cancro da mama as células metastisam para a axila, e não existe, atualmente, nenhum método não invasivo para detetar essas metastases”, contextualiza o vencedor da categoria de mestrado, e explica que os “lóbulos linfáticos saudáveis e lóbulos linfáticos tumorais refletem de maneira diferente as microondas”. O investigador, de apenas 23 anos, recebeu um prémio de dois mil euros e espera, agora, construir um protótipo e começar a realizar testes clínicos.

Entre os seis finalistas que, esta quarta-feira, disputaram pelo prémio, estavam também, por exemplo, um sistema de navegação para cegos e um software que auxilia músicos na manipulação de sinais áudio em contextos criativos.

A decisão dos vencedores partiu de um júri composto pelo vereador da Inovação e Ambiente da Câmara Municipal do Porto, Filipe Araújo, pelo docente da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, João Ferreira, e pelos representantes de algumas empresas de referência, como a Bosh e a Vodafone Portugal.

Organizado desde 2010, o Fraunhofer Portugal Challenge procura “encorajar a cooperação entre a indústria e a comunidade científica, atribuindo um prémio a estudantes e investigadores que melhor contribuam para a missão de criar tecnologia notável, fácil de usar” salienta, em comunicado, a Fraunhofer Portugal, organização de investigação aplicada, sediada no Parque de Ciência e Tecnologia da Universidade do Porto (UPTEC).

Foto: Fraunhofer

Partilha


Comenta

Consola de depuração Joomla

Sessão

Dados do perfil

Utilização de memória

Pedidos à Base de dados