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© Diana Marques
Artigo
Publicado em 22/3/2012 por Isabel Pereira

Reproduzir a natureza com a maior fidelidade possível é o objetivo. Mais do que um processo criativo, a ilustração científica assume-se como uma ferramenta de comunicação. Dia 19 de Abril a ilustração portuguesa dá um passo importante: 
Diana Marques assina a coleção de selos da ONU para 2012, sobre espécies animais ameaçadas

Os ilustradores científicos têm um papel fundamental em museus, revistas científicas, exposições, livros escolares, etc. - no fundo em todas as áreas em que a ciência é comunicada. O equilíbrio entre a vertente estética e a vertente científica “é muito delicado e é importante ser um ilustrador científico a fazê-lo porque está preparado para tomar decisões”, refere a ilustradora científica Diana Marques.


Diana sempre viveu entre estas duas vocações. “São dois interesses que vivem lado a lado desde sempre, mesmo nos testes psicotécnicos tinha sempre classificações muito elevadas em ciências e em artes. Depois acabei por escolher estudar Biologia na faculdade e estava no segundo ano quando vi o anúncio de um curso de ilustração científica. É engraçado como “clicou” imediatamente”. 



Assim começou um percurso que a levou a ser um dos nomes mais sonantes da área, caminho que passou por uma pós-graduação na Universidade da Califórnia e pelo trabalho no National Museum of Natural History da Smithsonian Institution, em Washington; no Queensland Museum, na Austrália; e no American Museum of Natural History, em Nova Iorque, entre outros.



Ilustração made in Portugal faz sucesso
 


Diana Marques assina a coleção de selos da ONU para 2012, sobre espécies animais ameaçadas. Foi com surpresa que recebeu o convite da diretora de arte da Administração Postal das Nações Unidas.“Fiquei muito contente, sabendo que vai chegar a tantas pessoas, em tantos países”, referiu. Trata-se de uma coleção que a ONU lança todos os anos para sensibilizar para esta questão. Esta é a 20ª edição e está à venda a partir de 19 de abril.
 


Depois de um longo período fora do país, a ilustradora revela que regressou a Portugal porque quis “dar alguma contribuição para o panorama nacional”. “Há coisas que eu posso oferecer e espero que em retorno existam coisas que o país me pode dar também”, disse.



A ilustração científica tem feito um percurso ascendente no nosso país. Hoje em dia, já é possível completar a formação por cá: existe um mestrado em Ilustração científica, do ISEC, em Lisboa, em colaboração com a Universidade de Évora, e abriu este ano uma pós-graduação na Universidade de Aveiro.



Como pioneiros nesta área, refiram-se os nomes de Pedro Salgado, reconhecido entre outros trabalhos, por uma série de peixes desenhados a tinta da China, ilustrações para o Oceanário de Lisboa e para a National Geographic Society; Nuno Farinha e Fernando Correia pioneiros no desenho digital; e Daniel Muller, nome sonante da ilustração médica. 

Apesar do reconhecimento da ilustração científica portuguesa, Diana Marques alerta que “ainda há muito caminho para fazer, muitos mercados por explorar”, e que “sobretudo os produtores de ciência deveriam tirar mais partido da comunicação visual”. “Se houver um profissional com uma determinada estratégia por detrás de uma comunicação, com certeza ela vai chegar de forma muito mais eficaz seja aos seus colegas, seja ao público em geral”, remata.

 

Ilustração: Diana Marques

 

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