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Artigo
Publicado em 3/4/2012 por Isabel Pereira

“Estudar a espiritualidade do ser humano” - é este o principal objetivo da Fundação BIAL. Conhecer o corpo e a mente aliando a psicofisiologia e a parapsicologia numa abordagem transdisciplinar.

Criada em 1994, a Fundação incentiva, distingue e apoia o trabalho de todos aqueles que procuram trilhar novos passos no caminho da Investigação e da Ciência. 

“Na área da parapsicologia há um grande reconhecimento internacional do trabalho feito em Portugal. Praticamente a única fundação que se ouve falar que dá apoio a esta área é a fundação BIAL.” - destaca Mário Simões, da comissão organizadora do 9º Simpósio da Fundação.

A ação da BIAL desenvolve-se em três campos: a atribuição de bolsas de investigação; a distinção de trabalhos que representam um avanço na ciência, através de prémios (atribuição bianual de um dos maiores prémios no campo da Saúde na Europa); e, a realização de simpósios bianuais.

Ciência exata e paraciência em Simpósio

Os Simpósios “Aquém e Além Cérebro” realizam-se desde 1996, fomentando o diálogo e o debate de ideias entre os seus bolseiros e toda a comunidade científica. “De início, foi complicado arranjar pessoas consideradas da ciência exata disponíveis para estar ao lado e ouvir pessoas de uma disciplina científica como a parapsicologia, considerada pouco exata. Houve muita controvérsia, muitas recusas, algumas discussões com algum calor”, refere Mário Simões.

“Nos últimos tempos tem havido um maior encontro e as pessoas ouvem-se mais, embora não deixem de representar com veemência os seus pontos de vista”, garante. Desenvolve-se, assim, “um espírito de interdisciplinaridade, e transdisciplinaridade”, explica.

Marta Moita, uma das bolseira da Fundação salienta os aspetos positivos desta transdisciplinaridade. “Para mim como neurocientista acho fantástica esta característica particular de fusão entre os cientistas “normais” e os “paranormais”. A comunidade científica dita normal tem de abrir um pouco as portas à comunidade dita paranormal, não deixando de se obrigar a um rigor científico.”

 Emoções, memória, ou relações interpessoais, foram alguns dos temas tratados nestes encontros. O último decorreu no final do mês de março e debruçou-se sobre o tema “Sono e Sonhos”. “Foi trazida a público investigação de ponta sobre algo com que vivemos um terço da nossa vida”, disse em jeito de balanço, Mário Simões. Muitas questões foram respondidas, apontando novos caminhos na investigação científica mundial nestes domínios.

Atribuição de bolsas: “tem valido a pena”

A nível quantitativo podem ir de 5 mil a 50 mil euros, e podem ser usados para o salário do próprio investigador ou para adquirir equipamento. As bolsas da BIAL destinam-se a projetos na área da psicofisiologia ou da parapsicologia e a aceitação das candidaturas depende do parecer de um conselho científico que as analisa em termos de qualidade de projeto.

“A bolsa permitiu financiar em parte o projeto, acelerando o processo. Sem o apoio da BIAL não teria tido o mesmo equipamento e por isso o ritmo seria mais lento”, explica a bolseira Marta Moita, que apresentou o seu trabalho na Simpósio de 2012.

Após 18 anos a conceder bolsas, a fundação faz um balanço positivo dos resultados. “Foram publicados cerca de 400 trabalhos em revista de alta qualidade e com peer review (processo de seleção). Portanto tem valido a pena!”, diz Mário Simões.

Foto: Bial

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